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Visita à Escolinha de Arte do Recife: um lugar onde a criatividade vive

  • Foto do escritor: Iasbela Art
    Iasbela Art
  • 1 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Visitar a Escolinha de Arte do Recife me fez sentir como abrir uma porta de possibilidade do que poderia ter sido se tivesse conhecido quando criança. Fundada em 06 de março de 1953, a escolinha carrega não só história, mas um espírito vivo de criação que ultrapassa gerações. Quem nos recebeu foi a professora Zenaide Ramos, que já atua lá há vinte anos — sempre como voluntária. Ela contou que na vida dela, os horários da escolinha são sempre prioridade, nunca marca nada no horário de suas aulas. E, depois de conhecer o espaço, é fácil entender por quê.


(Imagens de acervo pessoal, 2025)


O lugar é um casarão antigo, lindo e colorido, cheio de desenhos, pinturas e marcas de quem já passou por ali. Mesmo precisando de mais investimento, continua sendo um espaço acolhedor e encantador. Em cada cantinho tem alguma obra, alguma arte, experiência, alguma memória. Nas paredes, nas mesas, nos corredores. Algumas feitas por artistas convidados, como Jeff Alan, e outras, pelas próprias crianças e adolescentes que frequentam e/ou frequentaram a escolinha.


O que mais me chamou atenção foi a liberdade. Zenaide explicou que, nas aulas dela, os alunos decidem o que querem fazer. Eles chegam e escolhem se querem mexer com tinta, desenhar, usar aquarela, experimentar guache, modelar argila ou até fazer gravura — porque sim, lá também tem espaço pra isso. E é justamente essa liberdade que transforma o aprendizado em algo natural e leve. Brincando, eles aprendem. Criando, eles crescem.

A escolinha é cheia de materiais: lápis de cor, variedade de tintas, papéis, pincéis, prensa para fazer gravura, material e espaço para fazer argila e muito mais. Tem também uma biblioteca e um quintal cheio de plantas. E até tartarugas.


(Imagens de acervo pessoal, 2025)


Ao estar ali, foi impossível não pensar em como minha própria trajetória teria sido diferente se eu tivesse tido acesso a um lugar assim na infância. A escolinha é, de verdade, um espaço onde a criança pode descobrir sua poética, sua identidade e sua forma de se expressar. Nada forçado, nada rígido: ali, cada um é do jeito que é, e tudo bem.


No final da visita, nos sentamos em uma mesa onde os alunos normalmente desenham. Zenaide nos mostrou pastas cheias de trabalhos: autorretratos, criações pessoais e experimentações com cores e diferentes tecnicas. Cada desenho tinha sua própria voz. Foi muito bonito ver como cada aluno se expressava e deixava um pedacinho de si.


(Imagens de acervo pessoal, 2025)


Também começamos a pensar sobre a oficina que vamos propor para a escolinha e escolher para qual grupo queremos direcionar (crianças ou adolescentes), qual será a proposta, o objetivo e os materiais.


Saí de lá leve e com a sensação de que a escolinha é muito mais que um espaço de aulas: é um lugar de ser, sentir e se permitir. E estar ali reacendeu o quanto a arte pode transformar a gente, a infância, a cidade e tudo ao redor.

 
 
 

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